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Como a tecnologia colabora com os incorporadores e gestores prediais para superar a escassez de mão de obra

O setor de construção, que começa a utilizar sistemas de automação inteligente nas edificações, está crescendo, mas enfrenta um grande desafio: a falta de profissionais qualificados. Mas, ao invés de buscar mais contratações, a solução pode estar no investimento focado em tecnologia.

A tecnologia como aliada

Empresas inovadoras estão partindo para novas ações embasadas em tecnologia, tais como:

  • Contratar projetos especializados: a disciplina de “automação” ainda não faz parte da maioria dos projetos em novos empreendimentos. A adoção deste novo aliado é essencial para prover as futuras soluções que serão fundamentais para garantir a eficiência no seu uso e manutenção

  • Aumentar a eficiência – Automação e IA realizam tarefas repetitivas, permitindo que uma equipe possa focar em trabalhos mais estratégicos. Exemplos incluem manutenção preditiva e otimização de energia.

  • Simplificar processos – Sistemas integrados conectam diferentes operações, reduzindo trabalho manual e melhorando a produtividade.

  • Melhorar decisões – Análises avançadas, obtidas com a tecnologis projetada, oferecem insights valiosos, ajudando a reduzir custos e otimizar a gestão dos edifícios.

Benefícios a Longo Prazo

Ao adotar a tecnologia conforme citado, os incorporadores vão delegar aos futuros gestores diversas facilidades, entre as quais:

  • Escalar operações – Gerenciar mais edifícios sem precisar de grandes equipes.

  • Oferecer melhor serviço – IA e automação garantem respostas rápidas e eficientes.

  • Reduzir custos – O investimento inicial se paga com ganhos em eficiência e economia de mão de obra.

Exemplos de Sucesso

Outros setores mais maduros que a construção civil já colhem os benefícios da automação:

  • Manufatura – Robôs aumentam a produção e reduzem o trabalho manual.

  • Logística – IA melhora o gerenciamento de rotas e prazos de entrega.

A construção inteligente está pronta para seguir esse caminho. Investir em tecnologia não só resolve o problema da mão de obra, mas também torna as operações mais eficientes, escaláveis e lucrativas.

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Mais informações sobre este tema: https://projetodeautomacao.com.br/construtoras

A evolução da tecnologia em condomínios

 Autor: Eng. Msc Anderson Amancio

O que a tecnologia nos ensina no passar dos anos e, podemos pensar nos últimos 50 anos,  é o quanto estamos cada vez mais dependentes do tal “sistema”. Os sistemas informatizados estão fortemente presentes nas comunicações, na forma de comprar novos produtos, de dirigir, voar, construir entre diversas novas ideias que surgem todos os dias.

Mas, um conceito que ainda está atrasado na mente dos gestores prediais, é a importância da modernização e aplicação de novos sistemas tecnológicos, não só dos novos prédios, mas também dos prédios já construídos recentemente ou de muitos anos em relação ao que esta tecnologia  pode ajudar no dia a dia da operação dos condomínios. Infelizmente estes gestores muitas vezes esquecem que para cada ação tecnológica em um prédio, deve-se pensar não só no custo de aquisição (CAPEX) mas, principalmente, nos custos operacionais (OPEX) que seguirá ao longo da vida de um condomínio.

Pode-se dizer que condomínios com mais itens de tecnologia tem menores custos operacionais e deve ser visto como um item de investimento e não custo, ou seja, a tecnologia quando bem empregada garante um retorno do investimento (ROI) num prazo menor do que se imagina.

Figura 1 – Automação predial – prédio a prova de tempo

A figura 1, retirada de uma apresentação de uma grande empresa tecnológica ( ABB ) mostra o quanto as ações de tecnologia, como a automação, podem melhorar na minimização do custo da operação predial.

Estas ações tecnológicas aplicadas hoje, utilizam  sistemas cabeados como a tecnologia KNX (Konnex) ou utilizando novos sistema sem fio baseado em IoT (Internet das coisas) com o protocolo Lora (Long Range) ou Sigfox para monitoração de água, energia, gás, iluminação, ar condicionado, gerador de energia, incêndio, etc.

Os gestores prediais tem que ter em mente que medir é saber e, quem não mede, não pode gerenciar.

Pensando em um caso real de como a automação e a tecnologia em um condomínio pode representar grandes economias, vamos para um  caso simples, corriqueiro, que acontece sempre mas, pouco verificado.

Figura 2 – Caixa inferior predial com boia mecânica (fonte: Tigre)

Nos diversos prédios que já automatizei, um ponto que sempre ajuda no retorno do investimento, é a monitoração da entrada de água e, principalmente da boia mecânica, conforme figura 2.

Como trata-se de um sistema mecânico, uma vez que abre e fecha diversas vezes ao dia, com o tempo,  é necessário a substituir para garantir que não vaze água pelo “ladrão”.

Mas quando substituir? Uma vez que não se mede, não se gerencia.

A figura 3 mostra um exemplo de um sistema moderno de medição da entrada de água, que detectou a quebra parcial desta boia

Figura 3 – aumento do consumo em função da quebra parcial da boia

Figura 4 – Boia quebrada – o consumo da água não “zera”

Figura 5 – Boia sem problemas – a agua só entra quando a bomba liga

Veja que o sistema detectou rapidamente a quebra de boia, figura 3,  e evitou que o condômino tivesse um custo mensal extra de quase R$ 10.000,00 + R$ 10.000,00 de esgoto, o que representaria uma perda de quase R$ 20.000,00, ao final do mês, que seria caso não existisse um sistema moderno de automação ou seria percebido na recepção da conta de água.

A figura 4 mostra a entrada de água durante todo o dia e madrugada com a boia quebrada e a figura 5 mostra uma boia saudável.

Como muitos gestores não medem ou não pensam na tecnologia como um aliado, porque confundem custo com investimento, existem muitos condomínios que neste momento estão pagando por uma água + esgoto sem perceber ou já se acostumaram que este custo representa o consumo de condomínios e visitantes, quando, na verdade, trata-se de vazamento além do consumo normal.

Veja que neste caso, o que se pode economizar somente neste quesito, já mostra o rápido retorno do investimento, o que representa que ações de tecnologia tem a grande função de diminuir custos operacionais.

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Conheça o curso Introdução e Práticas em Sistemas de Automação Predial, clicando na imagem abaixo



Conheça o projeto Prédio Eficiente

O projeto Predio Eficiente é uma inicativa da AURESIDE que visa criar e divulgar conteúdo, além de capacitar profissionais de diversas áreas nas tecnologias mais recentes de Automação Predial.

A ênfase deste projeto está em compreender as múltiplas disciplinas envolvidas atualmente nos projetos de edificações, como elas se integram e de que forma os sistemas de automação se tornam imprescindíveis para a obtenção de um resultado otimizado no uso e operação destes edifícios.

Nesta abordagem, os aspectos mais destacados são aqueles ligados à eficiencia das edificações, de forma ampla, e aos critérios de sustentabilidade que devem ser atendidos.

O site www.predioeficiente.com.br  está sendo atualizado e os profissionais que desejarem divulgar os seus projetos podem fazê-lo preenchendo este formulário

Uma equipe de profissionais especializados está atuando na coordenação do projeto e em breve serão divulgados novos eventos.

No dia 24 de abril foi realizado um webinar dando incio à esta nova fase do projeto, apresentado pela arquiteta e engenheira Aurea Vendramin e pelo engenheiro José Roberto Muratori.


ATUALIZAÇÃO: Se voce tem interesse em assistir todos os webinars deste tema, clique aqui.

Automação em predios inteligentes como diferencial no mercado

Fonte: Nadine Evans  no www.propertymanagementinsider.com

A tecnologia de casa inteligente, a Internet of Things (IoT) e os dispositivos de conexão fornecem benefícios substanciais aos gerentes de propriedade e aos proprietários de edifícios, mas muitas vezes representam um investimento dispendioso. Você está pronto para se atualizar?

É um fato - a Internet das Coisas e as ferramentas conectadas são o caminho do futuro. A tecnologia inteligente melhorou quase todas as facetas do dia-a-dia, incluindo energia e segurança, bem como gerenciamento de recursos e  fatores operacionais. No entanto, como em qualquer avanço, há custos para adotá-lo - medido em reais e em dias. Então, como você pode dizer que é hora de integrar soluções inteligentes em seu prédio?

Um edifício "inteligente" ou conectado inclui um programa ou programas capacitados por tecnologia e dados que aprimoram o gerenciamento geral, as operações ou a eficiência do edifício. O mercado conectado - atualmente avaliado em mais de US $ 15 bilhões - deve atingir US $ 137 bilhões até 2023. Embora grande parte desse crescimento tenha ocorrido em residências unifamiliares, o espaço da Multi-Dwelling Unit (MDU) já começou a implementar a automação em áreas principais:

1. Melhoria da sustentabilidade

Os edifícios consomem uma quantidade incrível de energia (responsável por 40% do consumo nacional total dos EUA, dos quais uma parte significativa é devida ao aquecimento e arrefecimento). A sustentabilidade não é apenas um exercício para minimizar a pegada ambiental do seu prédio, mas um método viável para reduzir os custos significativos associados ao aquecimento, resfriamento e iluminação.

As novas tecnologias de HVAC fornecem dados e insights em tempo real que permitem o gerenciamento proativo de edifícios para reduzir custos. A tecnologia do sensor pode monitorar com precisão a atividade do edifício e garantir que o aquecimento / resfriamento seja direcionado de acordo, reduzindo drasticamente o consumo de energia do prédio.


A submedição da concessionária conectada para unidades oferece aos gestores com dados de uso do locatário, fornecendo transparência e responsabilidade em uma base de unidade para unidade. Além disso, alguns equipamentos inteligentes de medição de água incorporam funcionalidade de desligamento de água remota e automática, equipando proprietários de unidades e gerenciamento com a capacidade de interromper o fornecimento de água da unidade em caso de vazamentos - reduzindo ou eliminando o potencial de danos substanciais à água como desperdício.

2. Insights proativos

Os dados em tempo real estão entre as ferramentas mais poderosas da era conectada, fornecendo aos gerentes de propriedade informações úteis sobre eletricidade, gás natural e uso da água. Os gerentes de propriedade agora podem monitorar e entender o consumo de energia conforme ela ocorre, obtendo insights para identificar oportunidades de melhorar a eficiência e reduzir o desperdício. Muitas tecnologias de automação levam essa abordagem aos dados um passo adiante, fornecendo a capacidade de atuar em insights com manutenção preventiva, fornecendo ainda mais gerenciamento com as ferramentas para desenvolver e manter eficiências operacionais.

3. Mitigação de risco

Os edifícios enfrentam riscos substanciais de uma infinidade de possibilidades, incluindo o mau funcionamento de equipamentos dentro das unidades, falha de equipamentos mecânicos e de ambientes de uso comum e atividade de inquilino. Os danos causados ​​pela água, por exemplo, tornaram-se, de longe, a maior fonte de reclamações de danos à propriedade, com um único incidente com o potencial de causar milhões em danos, bem como o deslocamento de inquilinos durante o processo de restauração.

Em dezembro de 2017, um prédio residencial multi-unidade de 59 andares com sede em Toronto teve um mau funcionamento, resultando em inundações extremas. Embora o dano resultante e a subsequente transferência tenham sido limitados a apenas quatro andares, o evento criou dificuldades significativas para todos os moradores do prédio, com piscina, academia e outros elementos comuns fechados indefinidamente.

4. A tecnologia de casa inteligente leva a inquilinos mais felizes

Como qualquer gerente de propriedade sabe, pode ser difícil manter seus inquilinos felizes. Uma das principais reclamações apresentadas pelos inquilinos geralmente decorre da temperatura de suas unidades individuais. Com tecnologias inteligentes, os locatários podem ter mais controle sobre o calor e CA em suas unidades do que nunca, reduzindo consideravelmente a frequência de reclamações relacionadas à temperatura para o gerenciamento. Além disso, medidas preventivas de segurança e danos causados ​​pela água garantem que seus residentes estejam mais bem protegidos.

Em termos de ROI, todos os gerentes de propriedade estarão procurando um retorno o mais rápido possível. O retorno dos edifícios inteligentes é realizado de duas formas principais: através de eficiências operacionais e aumentos nas avaliações de edifícios. Os edifícios inteligentes terão, sem dúvida, uma avaliação muito maior do que os edifícios não inteligentes, tornando o investimento uma escolha óbvia. Talvez o maior benefício seja a vantagem competitiva obtida ao alavancar a tecnologia "inteligente", aumentando a atratividade para possíveis locatários / compradores.

Em última análise, com mais controle e custos mais baixos devido a eficiências operacionais, manutenção preventiva e gerenciamento de recursos, os inquilinos recebem uma melhor experiência do cliente. A Internet das Coisas ajuda a conectar os residentes à casa com facilidade e a tecnologia doméstica inteligente pode ser a cereja do bolo para influenciar os residentes a burcarem sua propriedade em detrimento de outras.

Utilizando a tecnologia para atender os novos conceitos de moradia

Autor: Eng. José Roberto Muratori, Diretor Executivo da AURESIDE

Publicado na revista Lumiere Electric numero 236, dezembro de 2017


O setor da construção civil no Brasil sofreu intensamente os efeitos da retração na economia principalmente nos últimos dois anos. Com isso, o mercado imobiliário tem se ressentido de novos lançamentos nas áreas urbanas mais intensamente povoadas. Se foi um período difícil para a produção, por outro lado tem sido efetivo no estudo das novas tendências no conceito de moradias urbanas. Acompanhamos diversos eventos e o surgimento de relatórios que confirmam algumas constatações que até pouco tempo atrás ficavam apenas no terreno especulativo.

E quais seriam estas constatações?

Uma tendência de produzir apartamentos com espaços privativos cada vez menores, compensada pela oferta de áreas comuns muito equipadas. Além disso, localizados em regiões que contam com facilidade de transporte público e ampla oferta de serviços nas proximidades.

O surgimento de empreendimentos multiuso se encaixa também nesta tendência, ou seja, a opção crescente de concentrar moradia, trabalho e lazer no mesmo espaço físico, reduzindo a necessidade de deslocamentos e consequentemente mais tempo útil disponível.

Ainda mais avançado, o conceito de coliving, uma alternativa que surge e que pretende derrubar, além de paredes, a crise da falta de espaços físicos e os ideais de individualização e desperdício. Este movimento vem se propagando através de pessoas que nos levam a refletir se ainda vale a pena manter uma moradia particular, com altos gastos e pouca socialização.

Além destas tendências genéricas, surgem outras derivações focadas em nichos específicos. As mais evidentes têm sido aquelas direcionadas às moradias para a terceira idade, embasadas no conceito da “economia da longevidade”. Outro nicho em estaque seria dos imóveis destinados a uso temporário, exemplificado pelos usuários de aplicativos como o AirBnb. Alguns novos projetos têm levado em conta o uso misto, ou seja, moradores habituais dividem as áreas comuns de seus condomínios com moradores eventuais, de passagem.

A evidencia cada vez mais presente destas tendências no conceito de “morar” estão afetando os novos lançamentos do mercado imobiliário em escala crescente. Portanto, com a esperada retomada no ritmo das novas construções temos visto que muitos projetos estão contemplando estas características, que devem se tornar comuns num horizonte de três a cinco anos.

Mas não só os novos empreendimentos estão se ajustando às mencionadas tendências: muitos imóveis atuais precisam passar por urgentes retrofits principalmente em suas áreas comuns para se adaptarem à novas condições de uso.

E é neste ponto que pretendemos justificar como as novas tecnologias de conectividade e de automação podem ser extremamente uteis (e até mesmo inevitáveis) para atender os desafios crescentes de controles sobre a edificação e sobre as pessoas que dela se utilizam (moradores, usuários e prestadores de serviços).

E, embora nosso foco neste artigo sejam as edificações de uso para moradia, podemos deixar claro que estas mesmas tecnologias podem ser empregadas para tornar mais eficientes e seguras também as edificações corporativas ou mesmo aquelas de uso especifico (como hotéis, hospitais, templos, escolas e similares).

Nas áreas comuns dos condomínios destinados a moradia, com a quantidade cada vez maior de moradores e usuários circulando e a variedade de ambientes e de serviços distintos envolvidos, a necessidade de sistemas automatizados e informatizados é evidente.

Vejamos alguns exemplos:

1) Como controlar acesso de pessoas em ambientes de uso restrito como salas de ginastica, sauna, quadras e piscinas? Como liberar o uso e cobrar pelos serviços opcionais oferecidos dentro do condomínio, tais como lavanderia, limpeza, uso de salão de festas, manutenção, locação de veículos e de ferramentas e assim por diante?

2) Como garantir que pessoas desconhecidas estejam autorizadas a entrar e permanecer no condomínio, eventualmente não somente como visitantes, mas como um morador temporário autorizado pelo proprietário de uma unidade? E, neste caso, quais serviços e ambientes podem ser liberados para o seu uso?

3) Como orientar moradores e visitantes com relação à localização e às condições de uso dos diversos ambientes e equipamentos do condomínio sem aumentar o numero de colaboradores da equipe de gestão?

4) Como controlar os serviços da equipe de limpeza e manutenção e atribuir cobrança quando devido?

5) Áreas comuns maiores e com maior número e variedade de ambientes exigem mais equipamentos, consomem mais energia e insumos e, portanto, precisam de maior controle sobre o programa de manutenção e sobre as medições de consumo

6) Ambientes de intensa circulação de pessoas exigem mais cuidados com segurança e acessibilidade. Além disso as pessoas cada vez mais exigem cobertura de redes sem fios para se manterem conectadas nestas áreas, uma vez que executam diversas atividades antes feitas em casa em ambientes agora coletivos (offices compartilhados, academias de ginastica, salas de projeção e de jogos, etc.)

Listamos acima apenas algumas das novas necessidades que estão despontando.

Lembrando que sistemas “tradicionais” de Automação Predial já podem ter sido solicitados anteriormente para tratar de itens mais ligados à infraestrutura da edificação, tais como a iluminação das áreas comuns, o sistema de bombas hidráulicas, geradores e outros neste contexto.

Então vemos que estamos precisando urgentemente incluir sistemas de comunicação e controle nas áreas comuns, tanto para uso da gestão do prédio como para aqueles que dele se utilizam para nele morar, trabalhar ou gozar do seu lazer. E quais seriam então as tecnologias que mais se adaptam a estas necessidades?

1) Em primeiro lugar, precisam ser fáceis de instalar. Fazer mudanças na parte construtiva, na instalação elétrica e na arquitetura do local são situações muitas vezes proibitivas em condomínios existentes

2) Precisam ter interfaces intuitivas para os usuários. A maioria das situações não envolvem gestores profissionais, mas pessoas comuns e seus smartphones, que podem ser utilizados para liberar acesso, receber cobranças, alertas ou avisos

3) Precisam ter um elevado grau de interatividade. Muitas funções dependem de decisões e soluções rápidas e seguras

4) O custo de implantação deve ser acessível pois os condomínios não dispõem normalmente de orçamento disponível para este tipo de contratação

5) A sua atualização e manutenção tem que ser simples e, de preferência, feita à distância pois a princípio não existe uma equipe de gestão profissional presente na edificação para prestar este serviço

6) De preferencia devem gerar bancos de dados com as informações de uso diário coletadas. Isto pode ser usado para aumentar a eficiência da edificação e para comparativos de desempenho, inclusive com edificações similares

Para atender estas demandas acima listadas, existem sistemas de desenvolvimento recente que utilizam o conceito de Internet das Coisas, de Inteligência Artificial, de gestão na nuvem (cloud) e de Big Data. Este conjunto de tecnologias têm proporcionado produtos de simples instalação, largamente independentes mas interativos com as redes de dados e com a Internet, responsivos e que geram grande quantidade de dados como resultado de suas operações de gestão e controle.

Além disso, por se tratar de hardwares de custo mais baixo e soluções baseadas nos softwares e aplicativos, podem ser vendidos através de receitas recorrentes (tarifas mensais), como serviço, o que barateia e viabiliza seu uso nos condomínios. O gerenciamento dos sistemas normalmente é feito na nuvem, reduzindo ou até eliminando a necessidade de manutenção local.

Em resumo, estamos falando de soluções baseadas em conectividade, envolvendo processadores, atuadores e sensores diversos, além da a interação com diversos protocolos (na sua maioria wireless). Também utilizam as interfaces mais simples e de uso amplo (como o próprio smartphone do usuário, por exemplo). Estas soluções estão prontas para serem especificadas, instaladas e prontamente utilizadas pelos gestores e moradores das novas formas de habitação.

Automatizando Edificações Antigas: Retrofit com Tecnologias Wireless

Autor: Eng. Fernando Santesso, Diretor de Novos Projetos da AURESIDE

Publicado na revista Lumiere Electric, edição numero 235, novembro de 2017


O que é Retrofit?
O retrofit tem se tornado um termo cada mais comum no mercado imobiliário. O escasso número de terrenos, principalmente em grandes centros urbanos, aliado ao crescimento do valor do metro quadrado, tem imposto o uso de soluções para revitalização de edificações já existentes. Essa realidade já experimentada em outros centros urbanos do mundo vem movimentando o setor da construção civil e imobiliário no Brasil nos últimos anos.
Como conceito, o termo retrofit surgiu na América do Norte e Europa, e significa (em uma tradução livre) “adaptar ou atualizar algo antigo”, ou seja, substituir subsistemas específicos de um edifício que se tornaram obsoletos com evolução tecnológica ou mesmo com as novas necessidades expressas por usuários.
Geralmente, são realizadas atualizações nas instalações elétricas, hidráulicas e nos principais equipamentos instalados na edificação. Essas melhorias, além de modernizar a edificação, também podem contribuir para tornar o edifício ou condomínio antigo mais atrativo no mercado em relação às novas edificações.
Dentre essas atualizações a automação tem ganho destaque em conjunto com outros sistemas, como por exemplo: medição de consumo, energia alternativa, segurança e controle de acesso. Todos esses itens ajudam a dotar um maior valor econômico à edificação e contribuem para a redução de custos de manutenção e condomínio.


Como automatizar uma edificação antiga?
Implantar sistemas de automação em edificações antigas, no entanto, é sempre um desafio. A infraestrutura existente, na maioria das vezes, não comporta novas tecnologias. Logo, para que sejam atualizados os sistemas a edificação tem que passar por um processo prévio de obras civis, o que, em muitos casos, pode ser traumático aos usuários e donos desses imóveis.
Consequentemente, o primeiro passo para se obter êxito em um projeto de retrofit que envolva sistemas de automação é diagnosticar as reais condições e necessidades da edificação e seus usuários. É fundamental, portanto, contar com a consultoria de um profissional ou empresa especializada que aponte os itens a serem controlados e as soluções tecnológicas para sua implementação, a fim de facilitar todo o processo de retrofit.
Nesse contexto, o uso de tecnologias wireless como ferramentas de simplificação do processo de retrofit tem se tornado cada vez mais frequente. Essas soluções são um forte aliado para mitigar as necessidades de modificações, reduzir o impacto de intervenções e diminuir os riscos no processo de adequação e modernização de sistemas de um imóvel antigo.

O que são as tecnologias wireless?
Os dispositivos wireless para automação são elementos – controladores, atuadores, comandos e sensores - que utilizam o ar com meio de transmissão de informações, diferente dos sistemas de automação cabeado que trafegam seus dados através de cabos e assim demandam alterações mais profundas na infraestrutura da edificação.
Essas transmissões são feitas por ondas eletromagnéticas (Rádio Frequência – RF) e seu alcance depende das características do ambiente (barreiras, condicionamento, interferências e outros fatores) e da tecnologia envolvida.
Atualmente existem diversos padrões de comunicação sem fio, sendo alguns deles proprietários (não permitem a interoperabilidade de dispositivos) e outros abertos. Destacam-se no seguimento de automação de edificações os seguintes padrões de comunicação sem fio:


·         Wi-Fi: Sistemas que utilizam os diferentes protocolos IEEE de Ethernet convencional para fazer a comunicação dos dispositivos. São facilmente reconhecidos em dispositivos como access points e roteadores que propagam a internet dentro das edificações. Contudo, o número de dispositivos que se conectam a rede wi-fi tem crescido, sendo um dos grandes expoentes desse crescimento as câmeras IP (Internet Protocol). Além disso, outros dispositivos como sensores, atuadores e lâmpadas tem utilizado o padrão wi-fi para se comunicar.

·         Bluetooth: Padrão desenvolvido para a comunicação de curto alcance entre dispositivos e com baixo consumo de energia. No mercado de automação essa tecnologia é encontrada, principalmente, em dispositivos de controle de acesso para aplicação residencial.

·         ZigBee: Tecnologia wireless de comunicação desenvolvida para ter baixo consumo, baixo custo, segurança e confiabilidade. Encontrada em aplicações prediais, industriais e comerciais. Conta com uma ampla gama de dispositivos como atuadores, medidores, comandos, sensores, emissores e outros.

·         Zwave: Assim como o ZigBee o padrão Zwave apresenta baixo consumo e custo, além de segurança, confiabilidade e interoperabilidade de dispositivos. Também conta com um amplo espectro de produtos, porém a tecnologia nasceu e tem sua maior força em aplicações de automação residencial.

·         Padrões Proprietários: Contam uma gama variada de dispositivos para automação, porém, por terem um protocolo fechado, não permitem a comunicação com dispositivos de outros fabricantes.
Dada a variedade de tecnologias presentes no mercado, nota-se que diferentemente do que se tem propagado no mercado de tecnologia e automação, os sistemas wireless necessitam de um projeto cuidadoso para que possa funcionar corretamente, permitindo a comunicação, controle e gestão dos sistemas.

O que pode ser controlado com tecnologias wireless em uma edificação?
Potencialmente, todos os sistemas existentes em uma edificação podem ser controlados com os dispositivos de tecnologia wireless.
A diversidade de dispositivos wireless encontrados no mercado atual colaboram para que o processo de retrofit de sistemas com automação seja cada vez mais abrangente e dinâmico. É possível controlar, medir e gerir dados de sistemas hidráulicos, elétricos, iluminação, climatização, entretenimento e até mesmo segurança e controle de acesso com tecnologias wireless.
Evidentemente, quanto maior é a criticidade de um sistema dentro de uma edificação, maior deve ser o cuidado no uso de sistemas totalmente wireless. Por esse motivo, vale ressaltar mais uma vez a importância de uma análise crítica, técnica e imparcial para a tomada de decisão pelo uso de tecnologia wireless.

Respeitada essa condição, os dispositivos wireless são um instrumento poderoso e devem ser usados para transformar instalações obsoletas de prédios antigos em instalações modernas e eficientes, proporcionando agilidade no processo de retrofit.

Cidades Inteligentes e Edificações Inteligentes

ARTIGO PUBLICADO NA EDIÇÃO DE OUTUBRO 2017 DA REVISTA LUMIERE ELECTRIC

Autor: Eng. Fernando Santesso - Diretor de Projetos da AURESIDE

Por que Cidades Inteligentes?
O desenvolvimento econômico e social de uma nação é por vezes resultado direto do desenvolvimento de suas cidades. Pois, além de serem lugares para viver, as cidades são os locais de onde empresas gerenciam seus negócios e oferecem uma variedade de serviços – logo são grandes centros de consumo de recursos.
De acordo com as Nações Unidas (ONU), em 2007 a população urbana no mundo superou a população vivendo em área rural e acredita-se que 70% da população mundial será urbana até 2050, com muitas cidades com mais de 10 milhões de habitantes.
O contínuo aumento das populações urbanas logo se traduzirá em problemas com poluição, energia, água potável, trânsito, estacionamento e transporte cada vez mais complexos de serem geridos.
Vale ressaltar que o incremento da população nas cidades aumentará a demanda por novos edifícios, o que, em última instância, levará a desafios incrementais de infraestruturas existentes. Assim, direta ou indiretamente, as Edificações Inteligentes se tornarão parte das soluções para Cidades Inteligentes. Portanto, se as cidades se tornarem inteligentes, então suas edificações também deverão ser inteligentes.
Os benefícios das Cidades Inteligentes, porém, estão além da experiência que ela oferece, e podem fornecer um valor econômico significativo a longo prazo. Desde de que planejada, implementada e bem gerenciada, as Cidades Inteligentes apresentam resultados expressivos. Estudos apontam que Cidades Inteligentes podem se beneficiar de até 30% de economia de energia e redução de até 20% no desperdício de água.
Outros benefícios importantes incluem segurança e maior qualidade de vida, o que, por sua vez, impulsiona a criação de emprego, levando a maiores receitas tributárias.


O que é uma Cidade Inteligente?
A economia globalizada vem obrigando as cidades a encontrar formas melhores de atrair e satisfazer as necessidades de empresas e habitantes. Nesse cenário, iniciativas de Cidades Inteligentes têm chamado cada vez mais a atenção e atraído investimentos.
O objetivo principal de uma Cidade Inteligente é criar condições econômicas e de bem-estar para sua comunidade através de serviços mais inclusivos, seguros, eficientes e efetivos.
Entretanto, para atingir esse objetivo as cidades devem enfrentar uma ampla diversidade de desafios tais como: demanda crescente de energia, gestão de resíduos, melhoria na prestação de serviços, uso mais eficiente dos recursos (humanos, infraestrutura e natural) e a implementação de práticas sustentáveis ​​do ponto de vista financeiro e ambiental.
O uso e aplicação de tecnologia da informação, automação, redes estruturadas, tecnologias de instrumentação e inteligência artificial como ferramentas para superar esses desafios é um dos pilares fundamentais das Cidades Inteligentes.
A troca de informações, análise de dados e operações dentro e entre os sistemas e domínios da cidade (sejam moradores, empresas e edificações) permite às Cidades Inteligentes operar de maneira mais efetiva e eficiente para oferecer respostas aos seus desafios.
Nessa conjuntura, Edificações Inteligentes representam um importante papel a ser considerado no ecossistema mais amplo denominado Cidades Inteligentes. Como grandes consumidores de recursos que são, as edificações devem estar conectadas as cidades, para que possa trocar informações em tempo real e permitir maior eficiência na operação e menor impacto na cidade.

O que são Edificações Inteligentes?
Edificações Inteligentes são instalações que utilizam recursos de automação avançada e integração de sistema para medir, monitorar, controlar e otimizar suas operações e manutenção.
O desenvolvimento de uma Edificação Inteligente é um processo que exige investimento, mudanças de conceito e transformação na maneira como se gerencia, interage e opera uma edificação.
Porém, não é apenas o uso de tecnologia que caracteriza uma Edificação Inteligente, mas sim a forma como os dados e informações são transformados em ações para a melhoria de eficiência, confiabilidade e conforto da edificação.

Mesmo prédios antigos podem se transformar em uma Edificação Inteligente através de retrofit de sistemas, ganhando funcionalidade, operabilidade e gestão.
Logo, não existe uma implantação padrão de tecnologia para uma Edificação Inteligente e é importante analisar as necessidades, problemas e oportunidades que a edificação oferece, pois quanto mais inteligente for a edificação, mais confiável é sua operação e manutenção. Isso, por sua vez, reduz os custos, o consumo de energia, uso de recursos e emissão de CO2.

Entretanto uma edificação pode ser inteligente, porém não conectada. A convergência existente entre a tecnologia de informação, redes, sistemas de automação e gerenciamento em uma edificação tem permitido o gradual aumento da conectividade nas Edificações Inteligentes.
Essa conectividade já permite aos proprietários, operadores e outros decisores uma visibilidade sem precedentes nas operações, gerenciamento e manutenção de edificações. Isso graças aos dados em tempo real gerados pelos sensores, monitores e controles da edificação.
Nessa conjuntura, a tecnologia da informação e rede de dados tem um papel fundamental a desempenhar no desenvolvimento e nas operações de Edifícios Inteligentes dinâmicos em conjunto com Cidades Inteligentes.

Cidade Inteligentes e Edificações Inteligentes
Uma vez composta a conectividade entre Cidades e Edificações Inteligentes, a troca de informação permitirá a ambos um ganho em sua eficiência.
Do ponto de vista da energia, por exemplo, os Edifícios Inteligentes tornam-se um ativo importante para as Redes Inteligentes (Smart Grid) e ajudam a apoiar o objetivo da Cidade Inteligente de melhorar a eficiência, em termos de redução do consumo de energia e aumento da confiabilidade energética.
A conectividade entre esses dois agentes cria instalações adaptativas que operam de novas maneiras, respondendo automaticamente a políticas internas, agendamentos e sinais externos, como eventos de resposta à demanda.
Existem inúmeros outros casos onde Edificações Inteligentes podem contribuir para Cidades Inteligentes, como por exemplo: gestão de demanda de tráfego, segurança, desperdício de água e outros.

O mais importante, contudo, é entender que não se pode pensar em Cidades Inteligentes com Edificações não inteligentes. Um agente está conectado ao outro e juntos podem beneficiar a toda comunidade.

Um beneficio para todos

Este artigo, de autoria do Diretor Tecnico da AURESIDE, George Wootton, mostra os beneficios da implantação de sistemas de automação nas áreas comuns de condominios



ARTIGO: Um benefício para todos
Quando um edifício adota a automação predial, todos os condôminos saem ganhando.

O artigo foi publicado na edição 149 da revista Audio & Video Design e pode ser visualizado clicando neste link

Automação Predial se torna cada dia mais viável

(Fonte: IoT For All)


Os maiores edifícios do mundo já contemplam tecnologias inteligentes há anos. Soluções oriundas de líderes do mercado como Honeywell, JCI e Schneider. Mas esses edifícios representam apenas 10% do mercado imobiliário comercial mundial. Então, como ficam os outros 90%?

Até recentemente, a tecnologia de BMS (Building Managemente System)  que monitora e controla sistemas de climatização (HVAC), iluminação, energia e sistemas relacionados não tem sido utilizada em edifícios de menor porte. As tecnologias tradicionais de gerenciamento de edifícios geralmente têm um custo relativamente alto, portanto, pode levar anos obter um retorno positivo do investimento (ROI) em pequenos e médios edifícios. Não é de admirar que quase 90% dos edifícios contenham pouca ou nenhuma tecnologia inteligente! Eles ainda estão procurando por onde começar...

Felizmente, duas tecnologias-chave estão mudando a equação:

1. A internet das coisas encontrando seu lugar

Novas soluções de construção inteligente chegaram sob a forma de sensores, switches e gateways de Internet das Coisas (IoT) de baixo custo e fácil de instalar. Esses dispositivos IoT superam as barreiras de capital que limitam os sistemas tradicionais de gerenciamento de edifícios (BMS). Pela primeira vez, esses novos produtos podem ser implantados de forma econômica por pessoal não especializado em edifícios existentes. Eles são acoplados a aplicativos para análise e visualização. Eles coletam dados críticos e aumentam o alcance dos sistemas BMS existentes. Eles podem até mesmo fornecer funções BMS de nível de entrada para aplicações convencionais em edifícios de menor porte.

É claro que a maioria dessas novas soluções IoT de construção inteligente não são BMS completas no sentido tradicional e com grande quantidade de equipamento. Mas muitos podem dar conta de  processos de usos específicos, como gerenciamento de energia, controle a distancia, alertas, sub-medição por usuários ou controle de termostato. Eles não empregam loops PID (proportional–integral–derivative), mas eles são acessíveis e funcionais o suficiente para fornecer um ROI alto para edifícios intermediários.

2. Existe uma arma secreta na nuvem

O segundo avanço que impulsiona a revolução da tecnologia de construção inteligente é sua arma secreta: ele alavanca a nuvem. A nuvem é um transformador do setor. Está democratizando o mundo dos dados e serviços. As plataformas e ferramentas abertas, baseadas em nuvem permitem que mais desenvolvedores ofereçam aplicativos mais inovadores de forma rápida e econômica. Utilizando a nuvem a obtenção de dados, sua análise e visualização estão mudando as diversas indústrias, deste a área financeira , passando por cuidados de saúde  e até viagens.

A indústria de controles de construção também não ficou imune a esta revolução. Agora, os "grandes dados" gerados pela nova onda de dispositivos IoT embarcados podem ser reunidos em serviços de gerenciamento e análise baseados na nuvem, em redes existentes. Isso permite que dispositivos remotos sejam facilmente monitorados e controlados por gerentes de instalações via smartphones e tablets.

As coisas estão mudando...

Com os novos players reduzindo os custos e proporcionando mais capacidade, a tecnologia de construção inteligente agora é atraente e acessível para os outros 90% do mercado. Exemplos incluem:
  • Plataforma de Gerenciamento de Edifícios da Intel em gateways líderes do setor que estão disponíveis fora da prateleira;
  • Google e Microsoft fornecem dados IoT normalizados para milhares de desenvolvedores de aplicativos através do Google Cloud IoT Core e Azure IoT Suite;
  • Lucid, Altair, Losant, Leverege e outros fornecem aplicativos de construção inteligente com base em nuvem e plataformas de ativação de inicialização rápida que criam valor a partir de dados IoT e hardware de baixo custo;
  • Mesmo alguns dos líderes de controle de construção de hoje como Schneider, KMC e Tridium estão adicionando recursos de nuvem aos seus sistemas

Observe o que mais está mudando: a nova onda de soluções de gerenciamento de construção é amplamente apoiada por pessoas de fora. Estas são empresas de tecnologia globais e altamente influentes, incluindo Intel, Microsoft, Dell e Amazon. Eles podem não ter antecedentes na construção de controles, mas eles são especialistas em TI, nuvem, segurança e tecnologia embutida. E eles estão se movendo rapidamente, fazendo parcerias onde for necessário para construir a profundidade que precisam em aplicativos de construção inteligente.

Não esqueça que essas empresas também possuem grandes canais de vendas e distribuição. Eles estão direcionando ativamente os mercados de IOT que mostram oportunidades significativas. Uma vez que os serviços da IoT e da nuvem estão mudando as soluções de controle de construção das tecnologias operacionais (OT) para a tecnologia da informação (TI), é importante entender que as novas soluções suportadas por esses poderosos jogadores não só envolverão os conhecimentos, mas também podem ter maior credibilidade com departamentos de TI dos clientes.

A indústria de controles de construção está madura para a esta disrupção. Os integradores de sistemas e os revendedores de valor agregado que visam edifícios inteligentes de menor porte estão preparados para tirar proveito desta enorme e nova oportunidade.

Automação para Edificações Eficientes: Processos e Etapas

Autor: Eng. Fernando Santesso - Diretor de Projetos da AURESIDE

Alcançar a eficiência energética em uma edificação é sempre um desafio, pois cada projeto tem peculiaridades que podem ser definidas por sua localização, arquitetura, material, processo construtivo, ocupação e finalidade.
Esse conjunto de características determinam o perfil de consumo energético da edificação e sempre há um grupo de soluções possíveis para se alcançar um nível superior de eficiência energética.
Logo, o principal desafio para engenheiros e arquitetos é encontrar a resposta adequada dentro dessas soluções que seja viável tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista financeiro.
Para isso costuma-se analisar a edificação sob a ótica de três grupos de soluções possíveis: Passivas, Ativas e de Geração de Energia.
1- Soluções passivas: São soluções desenvolvidas no projeto arquitetônico e materiais envolvidos na construção a fim de torna-la mais eficiente no consumo e uso de recursos.
2- Soluções ativas: São conjunto de soluções que visão a eficiência energética do edifício através de controle, gestão e equipamentos altamente eficientes.
3- Soluções de Geração de Energia: São o conjunto de soluções possíveis para cogeração de energia para o edifício a fim de reduzir seu consumo em rede.
O sistema de controle e automação faz parte do grupo de soluções ativas que podem ser implantadas em uma edificação para uma melhor performance energética.
Entretanto, para que se possa alcançar êxito com uso de sistemas de automação para eficiência energética, é importante que o projetista ou integrador de sistemas siga alguns processos e etapas que garantam o uso eficaz da tecnologia.


Mapeamento do perfil de consumo
O primeiro passo para se realizar um projeto de automação para eficiência energética é medir e mapear o perfil de consumo do cliente. Como comentado anteriormente, cada edificação tem o seu perfil de consumo e isso é definido por uma série de variáveis que vão desse o seu processo construtivo até o seu uso e ocupação.
O perfil de consumo de um hotel, por exemplo, é totalmente diferente do perfil de consumo de um escritório, que por sua vez difere do perfil de consumo de uma residência. Entender e mapear esse perfil é, portanto, a base para projetar um sistema de controle que tornará o uso da energia mais racional.
Dentro dessa etapa de avaliação de consumo energético da edificação, o projetista ou profissional responsável pela automação deverá seguir alguns processos para o sucesso de suas conclusões, dentre eles:
·         Entrevistas com os usuários e responsáveis pela edificação: O usuário é um fator chave para o sucesso de um projeto de eficiência energética. Entender seu comportamento e interação com o edifício é fundamental para se definir o nível de controle que deverá ser implantado a fim de economizar energia.
·         Histórico de consumo: Obter o histórico de consumo da edificação ajuda a entender as variações que podem ocorrer em épocas do ano e mesmo se há oscilações ou distorções a serem observadas.
·         Documentações de projetos e sistemas instalados: Os projetos de sistemas e equipamentos ajudam a entender quais os consumidores de energia da edificação e definir estratégias de atuação sobre cada um dos sistemas.
·         Medições: Sempre que possível é importante realizar medições direcionadas para identificar com mais precisão pontos críticos de consumo.



Implantação de Sistema de Automação e Controle

Tendo mapeado o de perfil de consumo da edificação e identificado os sistemas com potencial redução, é chegado o momento de implantar os sistemas de automação e controle para ajudar a tornar o uso da energia mais racional.
Comprovadamente os sistemas de automação predial têm impacto na construção de desempenho energético de uma edificação em diversos aspectos. Por exemplo, os sistemas de automação e controle (BACS) possibilitam o controle eficaz de aquecimento, refrigeração, ventilação, água quente, sistema de iluminação, dentre outros, o que aumentam a eficiência energética da edificação. Além disso, a implantação de sistemas de automação permite que funções e rotinas de uso racional e econômico de energia, que por vezes são complexas, possam ser configuradas no uso cotidiano de um edifício dependendo de suas necessidades, e assim mitigando o desperdício de energia.
Vale ressaltar que a eficiência energética através do uso de sistemas de automação não está direta ou proporcionalmente ligada ao uso extensivo e irracional da tecnologia. É possível alcançar grau elevado de performance energética com sistemas de automação relativamente simples e acessíveis. Por esse motivo é importante que o profissional de automação oriente o cliente na melhor decisão a ser tomada. Evitando assim o uso de sistemas complexos em situações onde os sistemas mais simples alcançariam a mesma performance.


Gestão e Manutenção
Por fim, a última e mais importante etapa, porém muito negligenciada por projetistas, integradores e até mesmo gestores prediais.
A gestão e manutenção dos sistemas é essencial para que o objetivo de melhoria da performance energética não se perca ao longo do ciclo de vida de uma edificação. Lembrando que se a fase de projeto e execução de uma edificação dura em média 2 a 4 anos, a sua operação será de cerca de 50 anos e é durante sua operação ou ciclo que de vida que se faz necessário o uso de sistemas de gestão, especialmente os sistemas técnicos de gestão de edifícios (TBMS).
Tais sistemas fornecem informações para operação, manutenção e melhoria da performance energética da edificação, oferecendo uma visão sobre melhorias e possíveis desperdícios de energia durante o ciclo de operação da edificação.


O Projeto Integrado
As etapas e processos brevemente descritos acima dão uma visão de que para se obter sucesso com a implantação de um sistema de automação focado na melhoria da performance energética é importante um estudo e planejamento das melhores medidas a serem adotadas.
Essas etapas sempre serão aplicadas em qualquer projeto de eficiência energética, seja ele um retrofit ou uma nova edificação. Entretanto, quando falamos de novas edificações é importante ressaltar a necessidade de um projeto integrado de especialidades, tema esse que já foi discutido aqui por meu amigo e projetista de automação, José Roberto Muratori.
O projeto integrado permite um uso mais preciso e extensivo da tecnologia de sistemas de automação e consequentemente um ganho no nível de eficiência da edificação, pois permite aos sistemas de automação nascerem na concepção da edificação e interagir com especialidades que dificilmente são possíveis em um retrofit. 

O que vem por aí?
O tema eficiência energética predial é um tema debatido no mundo inteiro, visto que as edificações são grandes consumidores de energia produzida e em um cenário onde cada vez mais a cadeia de produção de energia se torna cara, é estratégico economizar. Com certeza o Brasil tem dedicado esforços nesses debates através de academias, associações de classe e do próprio governo, porém ainda está muito atrás de nações europeias, por exemplo, onde já existente normatizações e diretrizes que as obrigam a proporcionar eficiência energética em suas edificações.

Espera-se que nos próximos anos haja uma maior preocupação por parte de entes governamentais e que os profissionais da cadeia de construção civil também se conscientizem da necessidade de criarmos edificações de menor impacto energético. Com isso, toda uma nova cadeia produtiva pode ganhar espaço e beneficiar não só o meio ambiente, como também a economia.