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Telemetria: o primeiro passo para a Eficiência Energética

Artigo de nosso Diretor de Projetos, Eng. Fernando Santesso
Publicado na revista Lumiere Electric 239




Se você não pode medir, então você não poderá gerenciar.” Erroneamente atribuída ao Dr. William Edwards Deming, um dos pais da área da qualidade, essa frase já foi usada muitas vezes em diversos contextos onde a gestão é essencial. Seja na área comercial, produção,manutenção, administrativo e outros, ter em mãos dados de desempenho e comportamento leva ao conhecimento mais profundo e à possibilidade de ações que aperfeiçoem técnicas e processos para se obter uma maior eficiência.

A eficiência energética em edificações certamente não foge a esse tema e à necessidade de se  conhecer o comportamento e desempenho energético do edifício. Nessa conjuntura, a telemetria tem se mostrado uma ferramenta fundamental no âmbito da gestão para redução de custos e eficiência energética. A aplicação dessa ferramenta tem se tornado cada vez mais comum dentro de Sistemas de Gerenciamento Predial (BMS), sendo um grande aliado dos sistemas de Automação e Controle para aperfeiçoar aperformance energética do edifício.

Leia a integra do artigo clicando aqui

Automatizando Edificações Antigas: Retrofit com Tecnologias Wireless

Autor: Eng. Fernando Santesso, Diretor de Novos Projetos da AURESIDE

Publicado na revista Lumiere Electric, edição numero 235, novembro de 2017


O que é Retrofit?
O retrofit tem se tornado um termo cada mais comum no mercado imobiliário. O escasso número de terrenos, principalmente em grandes centros urbanos, aliado ao crescimento do valor do metro quadrado, tem imposto o uso de soluções para revitalização de edificações já existentes. Essa realidade já experimentada em outros centros urbanos do mundo vem movimentando o setor da construção civil e imobiliário no Brasil nos últimos anos.
Como conceito, o termo retrofit surgiu na América do Norte e Europa, e significa (em uma tradução livre) “adaptar ou atualizar algo antigo”, ou seja, substituir subsistemas específicos de um edifício que se tornaram obsoletos com evolução tecnológica ou mesmo com as novas necessidades expressas por usuários.
Geralmente, são realizadas atualizações nas instalações elétricas, hidráulicas e nos principais equipamentos instalados na edificação. Essas melhorias, além de modernizar a edificação, também podem contribuir para tornar o edifício ou condomínio antigo mais atrativo no mercado em relação às novas edificações.
Dentre essas atualizações a automação tem ganho destaque em conjunto com outros sistemas, como por exemplo: medição de consumo, energia alternativa, segurança e controle de acesso. Todos esses itens ajudam a dotar um maior valor econômico à edificação e contribuem para a redução de custos de manutenção e condomínio.


Como automatizar uma edificação antiga?
Implantar sistemas de automação em edificações antigas, no entanto, é sempre um desafio. A infraestrutura existente, na maioria das vezes, não comporta novas tecnologias. Logo, para que sejam atualizados os sistemas a edificação tem que passar por um processo prévio de obras civis, o que, em muitos casos, pode ser traumático aos usuários e donos desses imóveis.
Consequentemente, o primeiro passo para se obter êxito em um projeto de retrofit que envolva sistemas de automação é diagnosticar as reais condições e necessidades da edificação e seus usuários. É fundamental, portanto, contar com a consultoria de um profissional ou empresa especializada que aponte os itens a serem controlados e as soluções tecnológicas para sua implementação, a fim de facilitar todo o processo de retrofit.
Nesse contexto, o uso de tecnologias wireless como ferramentas de simplificação do processo de retrofit tem se tornado cada vez mais frequente. Essas soluções são um forte aliado para mitigar as necessidades de modificações, reduzir o impacto de intervenções e diminuir os riscos no processo de adequação e modernização de sistemas de um imóvel antigo.

O que são as tecnologias wireless?
Os dispositivos wireless para automação são elementos – controladores, atuadores, comandos e sensores - que utilizam o ar com meio de transmissão de informações, diferente dos sistemas de automação cabeado que trafegam seus dados através de cabos e assim demandam alterações mais profundas na infraestrutura da edificação.
Essas transmissões são feitas por ondas eletromagnéticas (Rádio Frequência – RF) e seu alcance depende das características do ambiente (barreiras, condicionamento, interferências e outros fatores) e da tecnologia envolvida.
Atualmente existem diversos padrões de comunicação sem fio, sendo alguns deles proprietários (não permitem a interoperabilidade de dispositivos) e outros abertos. Destacam-se no seguimento de automação de edificações os seguintes padrões de comunicação sem fio:


·         Wi-Fi: Sistemas que utilizam os diferentes protocolos IEEE de Ethernet convencional para fazer a comunicação dos dispositivos. São facilmente reconhecidos em dispositivos como access points e roteadores que propagam a internet dentro das edificações. Contudo, o número de dispositivos que se conectam a rede wi-fi tem crescido, sendo um dos grandes expoentes desse crescimento as câmeras IP (Internet Protocol). Além disso, outros dispositivos como sensores, atuadores e lâmpadas tem utilizado o padrão wi-fi para se comunicar.

·         Bluetooth: Padrão desenvolvido para a comunicação de curto alcance entre dispositivos e com baixo consumo de energia. No mercado de automação essa tecnologia é encontrada, principalmente, em dispositivos de controle de acesso para aplicação residencial.

·         ZigBee: Tecnologia wireless de comunicação desenvolvida para ter baixo consumo, baixo custo, segurança e confiabilidade. Encontrada em aplicações prediais, industriais e comerciais. Conta com uma ampla gama de dispositivos como atuadores, medidores, comandos, sensores, emissores e outros.

·         Zwave: Assim como o ZigBee o padrão Zwave apresenta baixo consumo e custo, além de segurança, confiabilidade e interoperabilidade de dispositivos. Também conta com um amplo espectro de produtos, porém a tecnologia nasceu e tem sua maior força em aplicações de automação residencial.

·         Padrões Proprietários: Contam uma gama variada de dispositivos para automação, porém, por terem um protocolo fechado, não permitem a comunicação com dispositivos de outros fabricantes.
Dada a variedade de tecnologias presentes no mercado, nota-se que diferentemente do que se tem propagado no mercado de tecnologia e automação, os sistemas wireless necessitam de um projeto cuidadoso para que possa funcionar corretamente, permitindo a comunicação, controle e gestão dos sistemas.

O que pode ser controlado com tecnologias wireless em uma edificação?
Potencialmente, todos os sistemas existentes em uma edificação podem ser controlados com os dispositivos de tecnologia wireless.
A diversidade de dispositivos wireless encontrados no mercado atual colaboram para que o processo de retrofit de sistemas com automação seja cada vez mais abrangente e dinâmico. É possível controlar, medir e gerir dados de sistemas hidráulicos, elétricos, iluminação, climatização, entretenimento e até mesmo segurança e controle de acesso com tecnologias wireless.
Evidentemente, quanto maior é a criticidade de um sistema dentro de uma edificação, maior deve ser o cuidado no uso de sistemas totalmente wireless. Por esse motivo, vale ressaltar mais uma vez a importância de uma análise crítica, técnica e imparcial para a tomada de decisão pelo uso de tecnologia wireless.

Respeitada essa condição, os dispositivos wireless são um instrumento poderoso e devem ser usados para transformar instalações obsoletas de prédios antigos em instalações modernas e eficientes, proporcionando agilidade no processo de retrofit.

Um beneficio para todos

Este artigo, de autoria do Diretor Tecnico da AURESIDE, George Wootton, mostra os beneficios da implantação de sistemas de automação nas áreas comuns de condominios



ARTIGO: Um benefício para todos
Quando um edifício adota a automação predial, todos os condôminos saem ganhando.

O artigo foi publicado na edição 149 da revista Audio & Video Design e pode ser visualizado clicando neste link

Automação Predial se torna cada dia mais viável

(Fonte: IoT For All)


Os maiores edifícios do mundo já contemplam tecnologias inteligentes há anos. Soluções oriundas de líderes do mercado como Honeywell, JCI e Schneider. Mas esses edifícios representam apenas 10% do mercado imobiliário comercial mundial. Então, como ficam os outros 90%?

Até recentemente, a tecnologia de BMS (Building Managemente System)  que monitora e controla sistemas de climatização (HVAC), iluminação, energia e sistemas relacionados não tem sido utilizada em edifícios de menor porte. As tecnologias tradicionais de gerenciamento de edifícios geralmente têm um custo relativamente alto, portanto, pode levar anos obter um retorno positivo do investimento (ROI) em pequenos e médios edifícios. Não é de admirar que quase 90% dos edifícios contenham pouca ou nenhuma tecnologia inteligente! Eles ainda estão procurando por onde começar...

Felizmente, duas tecnologias-chave estão mudando a equação:

1. A internet das coisas encontrando seu lugar

Novas soluções de construção inteligente chegaram sob a forma de sensores, switches e gateways de Internet das Coisas (IoT) de baixo custo e fácil de instalar. Esses dispositivos IoT superam as barreiras de capital que limitam os sistemas tradicionais de gerenciamento de edifícios (BMS). Pela primeira vez, esses novos produtos podem ser implantados de forma econômica por pessoal não especializado em edifícios existentes. Eles são acoplados a aplicativos para análise e visualização. Eles coletam dados críticos e aumentam o alcance dos sistemas BMS existentes. Eles podem até mesmo fornecer funções BMS de nível de entrada para aplicações convencionais em edifícios de menor porte.

É claro que a maioria dessas novas soluções IoT de construção inteligente não são BMS completas no sentido tradicional e com grande quantidade de equipamento. Mas muitos podem dar conta de  processos de usos específicos, como gerenciamento de energia, controle a distancia, alertas, sub-medição por usuários ou controle de termostato. Eles não empregam loops PID (proportional–integral–derivative), mas eles são acessíveis e funcionais o suficiente para fornecer um ROI alto para edifícios intermediários.

2. Existe uma arma secreta na nuvem

O segundo avanço que impulsiona a revolução da tecnologia de construção inteligente é sua arma secreta: ele alavanca a nuvem. A nuvem é um transformador do setor. Está democratizando o mundo dos dados e serviços. As plataformas e ferramentas abertas, baseadas em nuvem permitem que mais desenvolvedores ofereçam aplicativos mais inovadores de forma rápida e econômica. Utilizando a nuvem a obtenção de dados, sua análise e visualização estão mudando as diversas indústrias, deste a área financeira , passando por cuidados de saúde  e até viagens.

A indústria de controles de construção também não ficou imune a esta revolução. Agora, os "grandes dados" gerados pela nova onda de dispositivos IoT embarcados podem ser reunidos em serviços de gerenciamento e análise baseados na nuvem, em redes existentes. Isso permite que dispositivos remotos sejam facilmente monitorados e controlados por gerentes de instalações via smartphones e tablets.

As coisas estão mudando...

Com os novos players reduzindo os custos e proporcionando mais capacidade, a tecnologia de construção inteligente agora é atraente e acessível para os outros 90% do mercado. Exemplos incluem:
  • Plataforma de Gerenciamento de Edifícios da Intel em gateways líderes do setor que estão disponíveis fora da prateleira;
  • Google e Microsoft fornecem dados IoT normalizados para milhares de desenvolvedores de aplicativos através do Google Cloud IoT Core e Azure IoT Suite;
  • Lucid, Altair, Losant, Leverege e outros fornecem aplicativos de construção inteligente com base em nuvem e plataformas de ativação de inicialização rápida que criam valor a partir de dados IoT e hardware de baixo custo;
  • Mesmo alguns dos líderes de controle de construção de hoje como Schneider, KMC e Tridium estão adicionando recursos de nuvem aos seus sistemas

Observe o que mais está mudando: a nova onda de soluções de gerenciamento de construção é amplamente apoiada por pessoas de fora. Estas são empresas de tecnologia globais e altamente influentes, incluindo Intel, Microsoft, Dell e Amazon. Eles podem não ter antecedentes na construção de controles, mas eles são especialistas em TI, nuvem, segurança e tecnologia embutida. E eles estão se movendo rapidamente, fazendo parcerias onde for necessário para construir a profundidade que precisam em aplicativos de construção inteligente.

Não esqueça que essas empresas também possuem grandes canais de vendas e distribuição. Eles estão direcionando ativamente os mercados de IOT que mostram oportunidades significativas. Uma vez que os serviços da IoT e da nuvem estão mudando as soluções de controle de construção das tecnologias operacionais (OT) para a tecnologia da informação (TI), é importante entender que as novas soluções suportadas por esses poderosos jogadores não só envolverão os conhecimentos, mas também podem ter maior credibilidade com departamentos de TI dos clientes.

A indústria de controles de construção está madura para a esta disrupção. Os integradores de sistemas e os revendedores de valor agregado que visam edifícios inteligentes de menor porte estão preparados para tirar proveito desta enorme e nova oportunidade.

Impacto de sistemas de automação na performance energética predial

Artigo publicado na revista Lumiere Electric ed. 231 - julho de 2017

Autor: Eng. Fernando Santesso - Diretor de Projetos da AURESIDE

O Brasil
O uso total de energia no Brasil cresceu cerca de 250% nos últimos 40 anos, decorrente em parte por uma rápida industrialização do país, mas também pela crescente demanda residencial e comercial por energia. Logo, as edificações ganharam um destaque importante como consumidores de energia no país.
Apenas para se ter uma ideia, dados do Ministério de Minas e Energia apontam que em 2015, 40% de toda a energia elétrica gerada foi consumido por edificações. O setor residencial, por exemplo, teve uma participação da ordem 27% no aumento do consumo de energia nos períodos entre de 2013 para 2014.
Entretanto, o aumento da demanda por energia não foi acompanhado pelo aumento da oferta e como se sabe, em 2001, o país enfrentou sua principal crise energética, causada por reduções de investimento, crescimento do consumo e escassez de chuvas.
A crise enfrentada trouxe à tona a necessidade da busca por eficiência energética tanto por questões econômicas e estratégicas, como por questões ambientais.
Assim, algumas ações foram tomadas a fim de conscientizar a população sobre os benefícios da utilização eficiente dos recursos energéticos, além de programas e políticas de conservação e uso racional de energia.
Um bom exemplo dessas ações é desenvolvimento o Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (PROCEL EDIFICA), que promove o uso racional de energia elétrica em edificações para redução de impactos ambientais e desperdícios.
Contudo, assim como outros selos e certificações existentes, a avaliação das edificações tem o enfoque principal nos aspectos de eficiência em: envoltória, iluminação, condicionamento de ar e aquecimento de água. Não deixando claro o impacto do uso de sistemas de automação para contribuir com a eficiência energética e abrindo espaço para alguns questionamentos:
1.       Os sistemas de automação contribuem com a eficiência energética predial?
2.       Se contribuem, qual o efetivo ganho de performance que esses sistemas podem oferecer?

A Europa
Para responder aos questionamentos acima, é necessário entender o processo que levou a Europa a ser uma das sociedades mais avançada na aplicação de sistemas de controle e automação para eficiência energética.
Uma das preocupações centrais de toda a comunidade europeia sempre foi a escassez de fontes de energia. E no início dos anos 2000 o cenário que se apresentava não era nada promissor, apontando que os Estado-Membros da União Europeia enfrentariam grandes desafios, tais como:
·         Dependência de recursos para geração de energia proveniente de outros países, que aumentaria 70% em 10 anos;
·         Aumento das emissões de gás CO2 na atmosfera devido ao processo de geração e consumo de energia;
·         O custo de energia cresceria em um curto espaço de tempo afetando diretamente a competitividade da economia europeia.
Além do que, a capacidade de reservas de petróleo no mundo é finita e a oferta não é segura, por consequência o aumento de preços é inevitável.
Dessa maneira a União Europeia precisava promover políticas voltadas à eficiência energética em especial no desempenho energético dos edifícios dos Estados-Membros.
Foram concebidas, assim, diretivas de desempenho da construção para todos os Estados-Membros da União Europeia. Essas diretivas incentivam a utilização de sistemas de controle ativo e de sistemas de medição inteligentes para fins de poupança de energia, explicitando à automação como uma ferramenta para alcançar tal objetivo.
No entanto, inicialmente, cada Estado definiria metodologias para o cálculo do desempenho energético dos edifícios com base num quadro geral.
Porém, em 2007, como fruto de um esforço conjunto da comunidade europeia foi publicado a primeira versão da norma europeia EN 15232 Performance Energética de Edificações – Impacto da Automação Predial, Controles e Gerenciamento Predial.
Essa norma estabelece parâmetros de comparação e potencial economia de energia com a utilização de sistemas de automação, controle e gestão em edificações, tornando-se uma referência importante para o estudo do impacto de economia com a implantação de sistemas de automação para a performance energética.

A Norma EN 15232
Funções importantes para a eficiência energia dos sistemas automação e gestão predial são o foco da norma EN 15232, que tem como principal objetivo estabelecer a performance produzida pelos sistemas de controle e gestão dos edifícios de forma a otimizar a eficiência energética dos mesmos.
A norma estabelece maneiras para estimar os ganhos potenciais em energia elétrica e térmica por tipo de edificação definindo basicamente dois métodos de estimativa do impacto de sistemas de automação, gestão na eficiência energética dos edifícios.
O primeiro método é chamado de Método Detalhado e pode ser usado ​​em conjunto com a avaliação energética dos edifícios, porém é trabalhoso e faz referência a uma série de outras normas que foram criadas para calcular a eficiência energética de diversos sistemas:  instalações, aquecimento, arrefecimento, ventilação, iluminação e outros.
O segundo método especificado pela norma EN 15232 é o Método Simplificado que determina as chamadas classes de eficiência da edificação através níveis de BACS (Sistemas de Automação e Controle) nela embarcados.
Estas classes definem as funções que têm impacto sobre a eficiência energética dos edifícios e vão de classe A, que oferece o maior nível de controle, integração e ganho energético à classe D, que não oferece qualquer sistema de controle e tão pouco performance energética.
Na verdade, a norma estabelece como parâmetro as edificações classe C, ou seja, edificações que possuem um grau mínimo de controle e recebem por isso o fator 1 de eficiência.
As classes estabelecidas pelo Método Simplificado oferecem de maneira simples um panorama do potencial de economia de energia que uma edificação pode ter ao usar sistemas de automação, controle e gestão, como pode ser visto na Tabela 1.


Tabela 1 – Exemplo de Tabela de Classes com Fator de Eficiência por tipo de Edificação.

Fonte: Adaptado de ABB

Através do Método Simplificado, por exemplo, um projetista pode estimar que ao fazer um escritório enquadrado na classe B de classificação ele terá um potencial de redução de energia elétrica da ordem de 7% através do uso de Sistemas de Automação e Controle.
A ferramenta do Método Simplificado oferecida pela norma EN 15232, demonstra de maneira direta, embora estimada, a performance energética de uma edificação pelo uso de sistema de automação (BACS), além de oferecer um panorama de quais funções de automação contribuem efetivamente para o ganho em performance energética. 

Automação e Performance energética
A norma responde, portanto, aos questionamentos feitos anteriormente e afirma que os Sistema de Automação e Controle de Edifícios (BACS) e a Gestão Técnica de Edifícios (TBM) têm impacto na construção de desempenho energético em muitos aspectos.
O BACS fornece automatização e controle eficaz sobre diversos sistemas de uma edificação, o que leva a aumentar a sua eficiência operacional e energética.
É evidente, que não se pode desprezar o fato de que a evolução e aplicação de sistemas como a iluminação com tecnologia LED e os sistemas de climatização mais eficiente já representam um ganho considerável na economia de energia e têm contribuído para a melhoria na relação de consumo nos edifícios.
Todavia, a necessidade de um sistema de automação integrado para performance energética ainda é subestimada frente ao grande potencial de ganho oferecido. A maioria dos estudos realizados no Brasil pouco apontam para o potencial de utilização de sistemas de controle e gestão em edificações com a finalidade de poupança energética.
A experiência europeia, no entanto, demonstra que há efetivo valor nos sistemas de automação para eficiência energética.
Desde que bem projetado, a incorporação dos sistemas de automação nas construções brasileiras é uma poderosa ferramenta no combate ao desperdício de energia e oferece uma oportunidade de reduzir a necessidade iminente de investimentos em geração, transmissão e distribuição, além de contribuir para economia do país e meio ambiente.