Mostrando postagens com marcador hackers. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hackers. Mostrar todas as postagens

Todo cuidado é pouco!

Artigo publicado na revista Audio & Video - Design e Tecnologia, edição 182

Autor: George Wootton, diretor tecnico do INSTITUTO DA AUTOMAÇÃO

Recentemente a AVAST publicou em seu site sete recomendações para aumentar a segurança cibernética da sua Casa Inteligente. Mas porque este assunto é importante?

Primeiro, precisamos expandir o que acontece dentro de uma Casa, seja ela mais ou menos Inteligente, e tentar localizar os pontos mais suscetíveis a problemas de segurança.

Em geral, a porta de entrada da nossa casa é o provedor de internet que contratamos e os equipamentos que ele instala, proporcionando conectividade e uma rede WiFi, podendo incluir outros serviços como TV e telefonia.

Até recentemente sua internet tinha um ou dois pontos por cabo e o resto era WiFi. Você conectava smartphones e tablets e um ou outro dispositivo um pouco diferente, como um Xbox ou um Play Station. Os riscos já estavam presentes, mas você não se preocupava muito.

Mas, com o tempo mais e mais equipamentos começaram a se conectar à sua rede. Começamos a ter as TV´s inteligentes, câmeras, lâmpadas, tomadas, e até fechaduras, aumentando a diversificação de coisas conectadas e a quantidade de marcas presentes, além de começar a ter “coisas” que poderiam fazer coisas sem você nem saber: lâmpadas se acenderem, câmeras gravarem, fechaduras abrirem...

E então a preocupação começou a aparecer e de forma bem justificada. Há, realmente, a possibilidade técnica de ter sua casa invadida ciberneticamente e de causar dores de cabeça sérias.

E a AVAST apresenta, então, sete recomendações. Mas são elas de entendimento do usuário padrão e são elas possíveis de serem implementadas? Vejamos.

Dedique um bom tempo e cuidado na escolha de seus dispositivos.
A recomendação é que escolha marcas de reputação pois estas teriam uma preocupação maior com a segurança. Você deve também verificar se o fabricante mantém updates de firmware regulares. E você precisaria verificar, antes de começar a usar, como seus dados pessoais são coletados e usados e quais as opções para você poder alterar os parâmetros de segurança.

Mas, na realidade brasileira, isso faz sentido e é possível? Em geral, as respostas são não e não. A grande maioria dos produtos existentes no Brasil são de origem chinesa, sendo que o “fabricante” local coloca sua marca no produto e se responsabiliza pelo que está oferecendo, como obediência à legislação brasileira, suporte e garantia. Mas estes “fabricantes” não têm controle total sobre o firmware ou mesmo sobre o aplicativo sendo oferecido (podem no máximo não oferecer uma certa atualização).

Então, o que fazer? Continue escolhendo marcas de renome pois isso lhe garante que, mesmo sem o devido controle sobre o produto, o “fabricante” tem a responsabilidade solidária de minimizar os efeitos de algum problema. E nomes de reputação tendem a escolher com cuidado seus parceiros tecnológicos e não somem do mercado de um dia para outro por causa de problemas pontuais. Afinal, trazer produtos da China e colocar sua marca não exime o fabricante de qualquer responsabilidade.

E está preocupado com seus dados? Não há muito o que fazer. A utilidade de suas informações pessoais e de uso dos produtos é tão grande para o fabricante que eles serão captados de alguma forma. Para minimizar o problema, tente entender quem é que está por traz de tudo. Atualmente, a maior fabricante do mundo e muito presente no Brasil é a Tuya e até agora não foi relatado nenhum problema com sua integridade quanto aos dados. E se você se preocupa com a proteção de seus dados, lembre-se que você DEVE ler os termos de uso dos produtos e aplicativos antes de decidir ir em frente. Mas vou ser sincero: se você é meio paranoico, não instale qualquer produto conectado na sua casa.

A segunda recomendação é alterar as senhas padrão. 
Até recentemente todos os produtos vinham de fábrica com logins e senha padrão (normalmente o login era “admin” e a senha era “admin”). atualmente, há um pouco mais de cuidado com isso, mas apenas em alguns produtos.

Esta recomendação é perfeitamente correta e deve ser seguida à risca. Não alterar essas senhas é pedir para que até simples curiosos tentem acessar seus dispositivos.

A maioria dos produtos da Casa Inteligente não têm senha. Eles estão amarrados a contas nos servidores dos fabricantes e estas contas estão cadastradas no seu email e na senha que você definiu.

Isto já não acontece com equipamentos como roteadores, repetidores e alguns modelos de câmeras, e aqui a importância de se trocar a senha é fundamental.

Mas um fator importante que poucos lembram é que muitos equipamentos podem ser facilmente resetados e podem ser “sequestrados” por qualquer pessoa com conhecimento e acesso físico ao equipamento. Considere uma lâmpada inteligente, por exemplo. Se tivermos acesso ao interruptor (que normalmente não é usado) ou à própria lâmpada, basta ligá-la e desligá-la três vezes para ela entrar em modo de pareamento. Tendo a senha de uma rede WiFi local e o aplicativo, esta lâmpada pode ser “sequestrada” e comandada pelo sequestrador. Para “recuperar” a lâmpada é preciso repetir o processo de reset e usar a conta certa.

Assim, vemos que é importante alterar as senhas mas é mais importante ainda conhecer quem pode ter acesso aos seus produtos! E nunca distribuir senhas da sua rede WiFi sem critério.




A terceira recomendação é usar autenticação em duas etapas. 
Isto significa que periodicamente ao se conectar com um aplicativo ou equipamento haverá uma segunda etapa neste processo de autenticação que normalmente utilizará algum outro equipamento ou aplicativo para enviar um código de validação. Um exemplo é entrar em uma conta de email no navegador e além do email e senha ele pedir um código que será enviado ao seu celular. Sem este código, não há autenticação.

Esta recomendação é também válida, mas precisamos lembrar que no mundo da Casa Conectada o que queremos são respostas rápidas e práticas ao acionarmos algum comando. Ter que sempre validar em duas etapas o acesso ao aplicativo para dar um comando de ligar ou desligar uma lâmpada vai frustrar em muito o usuário.

Mas como faço para inibir o acesso indevido ao aplicativo no meu celular? Simples! Proteja o próprio celular, e há várias formas de fazer isso.

Atualize sempre e com urgência é a quarta recomendação.
Esta recomendação é muito difícil de ser implementada porque os fabricantes simplesmente não nos avisam sobre atualizações. Alguns até a fazem automaticamente, nos momentos que você menos espera, mas em geral as atualizações ficam escondidas nos meandros das configurações aguardando sua aprovação. Como recomendação complementar não muito prática sugiro que coloque em sua agenda verificar se há atualizações pelo menos uma vez por mês (confesso que eu não faço).

A quinta recomendação fala em dividir sua rede em pelo menos duas.
Sabe fazer isso?

A ideia de dividir a rede WiFi em duas até que não é uma má ideia, mas... o que seria isso?

Imagine que você possa ter em casa duas redes WiFi, uma dedicada a equipamentos com informações mais sensíveis, como micros e notebooks, e outra com os demais equipamentos incluindo os smartphones, os dispositivos de Casa Inteligente e suas visitas.

Assim, qualquer problema que você tenha com um dos dispositivos da rede não afetaria os da outra rede. Mas isso não resolve o problema, apenas minimiza seus “danos” e pelo menos protege, até um certo nível, seus equipamentos com informações mais sensíveis.

E para ter esta divisão de redes você precisa ter um roteador que tenha essa funcionalidade ou instalar um segundo roteador (o que pode ser ainda mais complexo).

A sexta recomendação é utilizar ferramentas de monitoração de rede.
Há vários pacotes de software que podem ser instalados em computadores que ficam monitorando o uso da rede e detectando comportamentos fora do padrão e alertando o usuário e até tomando algumas medidas restritivas.

Esta é uma recomendação que implica em algum conhecimento técnico e em custos, tanto do pacote de software quanto de um micro disponível para o software. Aqui o usuário precisa entender de redes e do software, sabendo interpretar suas mensagens e sabendo tomar medidas corretivas. Quem sabe fazer isso?

E a última recomendação é lembrar de apagar os dados pessoais antes de se desfazer de um produto.

Esta recomendação é bastante óbvia mas pouco seguida, principalmente quando o equipamento apresentou defeito e está sendo jogado fora porque não funciona. Em muitos casos, o equipamento pode ser recuperado o suficiente para conseguir acesso a dados pessoais. Este é o caso típico de smartphones, onde já vi pessoas jogarem fora sem nem tirarem o cartão de memória dele.

O que fazer? Depende muito do produto, mas em geral, e de forma quase trágica, a melhor forma é com a destruição física de componentes, como HD´s. E lembre-se: todo dispositivo eletrônico e toda bateria tem que ser descartado de forma correta!

Mas, então, não são boas recomendações?

São sim, com certeza. Mas um usuário que não esteja tão envolvido com a tecnologia pode encontrar uma certa dificuldade em segui-las e acaba fazendo nada.

Então minha recomendação mais geral é que sigam, dentro do possível, cada uma delas, mesmo que parcialmente. Se quiser dar um passo a mais em busca da segurança, pense em contratar a ajuda de um profissional.

Mas a maior porta de entrada de problemas costuma ser o próprio usuário, quando navega na internet, quando clica em e-mails de origem não duvidosa ou quando instala aplicativos em seu celular de fontes não oficiais. Para estes casos minha recomendação é

BOM SENSO e MUITO CUIDADO.

Segurança de dentro para fora

Autor: George Wootton, diretor tecnico da AURESIDE
Artigo publicado na revista Audio & Video Design, edição 154 

A segurança cibernética de uma casa inteligente depende mais de boa informação e hábitos corretos que da própria tecnologia

A cada dia, surgem novos eletrodomésticos e gadgets que podem dar um “upgrade” em nossas casas, tornando-as mais “inteligentes”. É certo que, no Brasil, a compra desses dispositivos é um pouco mais complicada, sendo necessário recorrer a fornecedores não exatamente “autorizados” ou aproveitar viagens e trazer de fora. O resultado é que a febre de ter esses equipamentos inteligentes ainda não pegou. Mas um número crescente de consumidores sempre acha um jeito de ter esses brinquedos em casa. Alguns são bem conhecidos, como o Amazon Echo (também conhecido como Alexa). Mas sites de vendas online estão trazendo ao mercado brasileiro produtos “conectados” de marcas desconhecidas, vindos diretamente da Ásia e a preços muito convidativos. A oferta é grande, mas praticamente nenhum deles oferece um suporte adequado ou orientações para que o cliente consiga fazer uma instalação confiável e segura.

Leia a íntegra do artigo neste link

Ataques cibernéticos podem entrar via "casa inteligente"

Fonte: Malaysia Kini


Os cibercriminosos estão se tornando mais criativos para encontrar novos e sofisticados métodos para acessar dados importantes, e os dispositivos Internet de Coisas (IOT) em casas inteligentes são seu último alvo, disse a McAfee, a maior empresa de tecnologia de segurança dedicada do mundo.

Em uma entrevista, seu vice presidente na Asia, David Freer disse que havia 5,5 milhões de dispositivos conectados à IoT em casas ao redor do mundo em uma base diária.

"Muitos desses dispositivos foram fabricados com padrões de baixa segurança e, ao serem conectados a um roteador, agora há muitos outros gateways na sua rede doméstica inteligente, tornando-o mais suscetível a ser comprometido", acrescentou.

Ele disse que, uma vez que os cibercriminosos encontram seu caminho na rede doméstica através desses dispositivos, as possibilidades de hacking são praticamente infinitas.

"Eles podem controlar toda a sua casa, como acender suas luzes, acessar sua câmera para ver sua vida, desligar seus dispositivos e, pior de tudo, capturar todos os dados pessoais enviados pela rede", disse Freer.

Um estudo da McAfee para entender melhor os hábitos de senha das pessoas revelou que mais da metade dos entrevistados não teve problemas em compartilhar suas senhas com outros, e perto de um terço usam senhas iguais ou similares em várias contas.

"Essas descobertas inquietantes apenas mostram que os consumidores ainda não priorizam a segurança de seus dispositivos, apesar de todas as ameaças cibernéticas que poderiam prejudicá-las", disse Freer.

Ele aconselhou os consumidores a salvaguardar seus dispositivos pessoais, criando senhas complexas e robustas exclusivas para cada conta, usando autenticação redundante, como reconhecimento de impressões digitais, alterando regularmente sua senha e considerando usar um gerenciador de senhas, como o aplicativo True Key.

Uma pesquisa da McAfee também descobriu que apenas 42 por cento dos consumidores tomariam medidas de segurança adequadas para proteger seus novos aparelhos.

No entanto, mesmo que reconhecessem a importância de proteger seus dispositivos, 47% não tinham certeza de como tomar as medidas de segurança apropriadas para fazê-lo.

Seis dicas para deixar hackers longe de sua casa conectada

Fonte: The Daily Dot

Se as previsões das empresas de pesquisa estiverem certas, praticamente tudo em sua casa poderá estar em breve conectado à internet, desde o seu refrigerador até a sua máquina de café, a fechadura da porta e talvez até o seu banheiro. Vários dos seus aparelhos já podem estar online agora quando voce está lendo este artigo.

Enquanto a Internet das Coisas (IoT) traz conforto, eficiência e economia de energia para sua casa, também criará novos vetores de ataque que os hackers podem explorar. Em seu estado atual, a segurança de IoT é péssima, e muitos dos dispositivos inteligentes instalados em casas são muito limitados para se proteger e podem acabar fazendo mais mal do que bem.

Por exemplo, o ataque DDoS que cortou o acesso a grandes sites em grandes extensões dos EUA em outubro passado foi realizado por meio de um botnet IoT, um exército de dispositivos conectados à internet comprometidos fazendo a função de um hacker.

Assim, se você quiser impedir que sua casa inteligente se volte contra você ou outras pessoas, aqui estão algumas dicas que podem ajudar.

1) Sempre alterar as configurações padrão

Dispositivos conectados à Internet geralmente vêm com senhas padrão e, infelizmente, como muitos usuários esquecem de alterar as configurações de fábrica, esses dispositivos tornam-se facilmente acessíveis aos hackers. Na verdade, os dispositivos com senhas padrão foram os maiores responsáveis para o botnet Mirai, que foi responsável pelo ataque DDoS de outubro.

Lembre-se que os hackers podem facilmente encontrar dispositivos na internet. Portanto, a primeira linha de defesa da sua casa inteligente será alterar as senhas padrão de qualquer novo dispositivo conectado à Internet.

Além disso, todos os dispositivos conectados têm um ID que pode ser facilmente visualizado por qualquer pessoa que encontre acesso à rede do dispositivo (qualquer pessoa com um smartphone, na maioria dos casos). IDs de dispositivo padrão geralmente incluem o nome do fabricante e tipo de dispositivo. É melhor mudar o nome para algo sem sentido que só você pode entender. Desta forma, você tornará um pouco mais difícil para os hackers o perfil de sua rede e descobrir que tipo de dispositivos que você instalou.

2) Instalar as atualizações mais recentes

Não há um dispositivo sem falhas, e mesmo o mais simples dos dispositivos conectados é freqüentemente encontrado e mostra vulnerabilidades exploráveis. Gadgets de casas inteligentes já s são um estudo a este respeito.

Portanto, assim como você atualiza seus sistemas operacionais de laptop e telefone juntamente com outros softwares que usa regularmente, você deve estar sempre atento a novas atualizações para seus dispositivos domésticos inteligentes.

Alguns dispositivos ficam atualizados automaticamente através de atualizações remotas programadas, enquanto outros exigem que você instale manualmente atualizações no seu dispositivo. Verifique se revisou o site do dispositivo para sua política de atualização e se inscreveu para notificações por e-mail de atualização se o fabricante do dispositivo fornecer essa opção.

3) Isolar seus gadgets de sua rede doméstica

Você deve sempre supor que seus dispositivos de IoT serão comprometidos eventualmente, e algum hacker conseguirá acessar o seu gadget doméstico inteligente antes de corrigir a vulnerabilidade mais recente.

Nessas circunstâncias, você deve impedir que o hack se propague para outros dispositivos mais críticos, como o laptop ou a impressora. A maioria dos roteadores domésticos tem uma opção de rede de convidado, que você pode usar para isolar seus dispositivos e impedir que um dispositivo comprometido encontre acesso total à sua rede doméstica. Conecte todos os dispositivos inteligentes à rede de convidados, mantendo os dispositivos críticos, como telefones e laptops, na opção Wi-Fi primária.


4) Minimizar a conectividade

Muitos dispositivos possuem diferentes opções de conectividade, como ethernet e Wi-Fi. É sempre uma boa prática de segurança desativar o que você não está usando, a fim de minimizar a superfície de ataque. De preferência, opte por uma conexão com fio sobre uma rede sem fio, porque é mais difícil de comprometer.

Além disso, alguns dispositivos não necessitam necessariamente de uma ligação à Internet para funcionar, por isso, se não estiver interessado no seu dispositivo ser ligado à nuvem do fabricante para monitorizar o desempenho, pode simplesmente desativar a sua ligação à Internet. Isso diminuirá a possibilidade de um hack remoto em seu dispositivo.

5) Desativar recursos desnecessários

Muitos dispositivos vêm com uma câmera embutida e microfone, e esses estão entre os recursos exploráveis ​​favoritos dos hackers. Portanto, se não for relevante para suas necessidades, desative essas funcionalidades e, se o dispositivo não tiver um recurso de "desativar a câmera", simplesmente bloqueie-o como faz com sua webcam do laptop ou gire-o para a parede.

6) Configurar um perímetro seguro

A maioria dos roteadores domésticos tem um firewall embutido para proteger sua rede contra intrusos e bloquear o acesso a portas não utilizadas. Se você ainda não o ativou, faça isso agora, porque, ao contrário do seu laptop, seus dispositivos inteligentes não possuem firewall, anti-malware ou outras soluções de proteção de endpoint, tornando-os mais vulneráveis ​​aos hackers.
Os firewalls também podem ajudar a bloquear o acesso a dispositivos que possuem vulnerabilidades não corrigidas.

Além disso, usar uma rede privada virtual (VPN) pode adicionar uma camada de segurança e privacidade à sua rede doméstica e seus dispositivos inteligentes. Ao criptografar todo o tráfego de entrada e de saída, as VPNs podem compensar a falta de criptografia em alguns dispositivos IoT e também ocultar seus padrões de vida, que os invasores podem deduzir simplesmente monitorando seus dados de rede.

Outra boa opção é usar dispositivos inteligentes de proteção doméstica, que usam técnicas sofisticadas e inovadoras para detectar e bloquear a intrusão.

Palavras finais

A insegurança do IOT continuará a ser uma das principais preocupações no próximo ano e, sem dúvida, ouviremos mais incidentes de segurança enraizados nas vulnerabilidades dos gadgets domésticos inteligentes. Esperemos que os fabricantes se tornem mais sérios sobre segurança IoT.

Até esse momento, estas dicas podem ajudá-lo a melhorar suas chances de não se tornar tornar a vítima ou o instrumento do próximo ataque hack.

Não conseguiu assistir sua série no Netflix ontem? A culpa pode ser da sua geladeira!

Caso nem todos saibam, ontem, 21/10/16, ocorreu um ataque hacker com características bastante “inovadoras”. Primeiramente, ao invés de atacar os servidores de uma determinada empresa conhecida, eles atacaram o provedor de serviços de registro de domínio chamado Dyn. Ao tirar os servidores da Dyn do ar, bloqueou o acesso a vários sites conhecidos, todos clientes da Dyn. Esta lista inclui Twitter, Netflix e Spotify, entre outros.

Mas uma segunda característica inovadora, segundo especulações dos experts em segurança cibernética, é que os hackers incluíram em seu exército os dispositivos chamados inteligentes conectados na Internet das Coisas para disparar este ataque.

O tipo de ataque que foi feito é o chamado DDoS, onde um enorme número de dispositivos infectados (computadores, smartphones e, agora, dispositivos como geladeiras, câmeras de segurança e até sua babá eletrônica) solicitam serviços de um determinado servidor ao mesmo tempo, congestionando o servidor e até tirando-o do ar.

Mais detalhes deste ataque podem ser lidos nos seguintes links:


E porque usaram estes dispositivos inteligentes? 

São vários os motivos:

·       Para serem usados precisam ser primeiramente infectados e a parte maliciosa deve ficar “dormindo” esperando a ordem para atacar. Bons programas antivírus conseguem detectar a maioria dessas ameaças e evitam que o computador seja infectado ou elimina a infecção durante as varreduras de verificação. Mas não existem hoje programas antivírus para geladeiras e TV´s inteligentes
.
·     Em geral, a infecção deixa rastros que um bom usuário de computador pode detectar: arquivos estranhos instalados, lentidão da conexão com a rede e serviços estranhos rodando são os principais indícios. Mas ninguém verifica a geladeira para ver o que está instalado, ninguém monitora a velocidade de conexão de um dispositivo inteligente.

·      Os dispositivos inteligentes têm pouquíssimo nível de segurança quanto ao acesso a eles. Você precisa apenas de um login e senha e é de conhecimento público os logins e senhas padrão destes equipamentos. E praticamente nenhum dono destes equipamentos altera este login. Portanto, tentar o login “admin” e a senha “admin” tem uma boa chance de sucesso.

·      Os fabricantes em geral não previram a necessidade de atualizar seu firmware, uma das formas de combater futuras invasões.

E o que podemos aprender de tudo isso?

Que os fabricantes destes equipamentos ditos inteligentes precisam cuidar melhor dos seus produtos e precisam contratar profissionais especializados para desenvolver soluções robustas e seguras quando oferecerem conectividade de seus equipamentos.

E porque a AURESIDE se preocupa com isso? Porque a Automação Residencial e seus sistemas periféricos, como sistemas de vigilância, está cada dia mais conectada. E os fabricantes devem investir em oferecer aos seus clientes produtos modernos e seguros.

E os integradores de sistemas devem ter os conhecimentos e procedimentos que minimizem os riscos dos sistemas que instalam.

A AURESIDE tem se preocupado em oferecer tanto a fabricantes quanto a integradores consultorias e treinamentos que visam elevar o nível de conhecimento e de qualidade, tanto dos produtos quanto dos serviços envolvidos na Automação Residencial.

Se você é fabricante de Automação Residencial ou Integrador de Sistemas e está focado em oferecer o melhor e mais moderno sistema ao mercado, mantendo a segurança e a privacidade do seu cliente, fale conosco. Com certeza podemos orientá-lo para que alcance este objetivo.

Do Smartphone para a Smart Home!

Fonte: Technews

As pessoas começaram a usar o termo "smartphones", em 1995. No entanto, o primeiro smartphone do mundo realmente foi feito três anos antes. O telefone chamado Simon Personal Communicator, foi desenvolvido pela IBM em 1992, mais de 15 anos antes da Apple lançar o primeiro iPhone.

Smartphones foram um aprimoramento dos celulares normais, adicionando toda uma série de aplicações. Eles não são apenas meios para conversação e texto, e sua capacidade não termina no acesso à Internet, ou na edição de documentos. Smartphones estão avançando a um ritmo muito rápido e alguns têm a capacidade de falar com você, responder às suas perguntas, desligar as luzes onde voce não está presente, abrir portas  e até mesmo assistir  filmes.

O telefone é inteligente, e  a sua casa deve ser inteligente também. A digitalização e a consequente tendência de otimização e controle têm proporcionado muitas oportunidades para transformar sua casa em Smart Home. Mas o que é uma Smart Home pode fazer ?

Home sweet home - Digitalização na construção de casas

Não só o telefone, a televisão e o carro são inteligentes, a casa vai ser plugada na rede.

No caminho para o trabalho, você recebe uma mensagem em seu telefone, que a janela foi fechada devido à chuva iminente. O mercado já recebeu a encomenda do leite que estava faltando para você. O que antes era possível apenas em filmes de ficção científica, agora tecnicamente não é mais um problema.

Cada vez mais, nós ouvimos do termo "Smart Home", que remete para as casas com dispositivos inteligentes em rede. Por isso, é possível controlar o aquecimento e iluminação através de nossos smartphones, enquanto estamos viajando.

Com a tecnologia de casa inteligente, a energia pode ser utilizada de forma mais eficiente. Por exemplo, sensores podem enviar um sinal para ligar ou desligar as luzes, janelas, aquecimento e ar condicionado. O sinal de uma janela aberta também pode ser transferido para o smartphone dos moradores para avisar uma possível tentativa de arrombamento.

Smart Home - O que acontece com os meus dados?

Para a tecnologia Smart Home, a instalação eléctrica adequadamente projetada é um requisito importante. Isso começa com o fato de que o planejamento vai desde a localização de antenas adequadas até as conexões com as instalações elétricas, Além disso,  a sua rede nativa deve ser bem resolvida para que problemas de conexões insuficientes desde o início sejam evitados.

Claro, a tecnologia Smart Home tem muitas vantagens e é muito confortável. Por outro lado, muitos proprietários de casas têm preocupações e estão relutantes em novas possibilidades técnicas na construção de casas para seu uso. Uma razão pode ser o custo; mas provavelmente a segurança tem um papel muito maior. O medo de mau uso dos dados armazenados na casa é grande.

Preocupações de segurança

Para evitar que ladrões especializados invadam a sua casa, podemos instalar janelas de alta qualidade ou portas resistentes com trava de segurança.. No entanto, para uma Smart Home, como o proprietário pode abrir a sua própria porta com um dispositivo móvel, seria possível permitir que um invasor com o know-how necessário para controlar os  sistemas de alarme, tenha acesso ao sistema central da casa, especialmente dado que muitos aplicativos de controle permanecem não encriptados.

Conclusão

Deve-se estar ciente de que cada sistema é susceptível de ser vulnerável a recursos escusos de hackers, independente se estamos falando de um computador, smartphone ou Smart Home. O mais importante é a observância de regras básicas, tais como criptografia adequada e que sejam revistos periodicamente, seguir normas, bem como a proteção da sua própria rede sem fio e o uso de senhas mais complexas e atualizadas com frequência.